Uma história perdida
Ela se chamava Cilene e me lembro do último dia em que a vi. Ela estava na praça, brigando com o namorado. Ela era loira, de cachinhos, e tive a estranha sensação de que nunca mais a veria. Durante a briga, me reconheceu, me cumprimentou, mas não pôde continuar a conversa, porque tinha prioridades.
Cilene era formada em teatro pela ECA, e eu troquei alguns olhares com ela. Foram poucos, e nada apaixonados, apenas curiosos.
Ela sumiu, e a minha curiosidade nunca foi saciada.
Lembrei disso porque a minha curiosidade sobre Eunice nunca seria saciada também. Enquanto pensava nisso, recebi um torpedo: bjo. Apenas isso. Pelo número do telefone, totalmente desconhecido, só podia ser ela.
Eunice.
Escrito por Amigo da Eunice às 02h25
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