Como método, Eunice nunca conta tudo de uma só vez. Vai abrindo pequenas fendas nas histórias que já me fez conhecer, aumentando pouco a pouco o meu conhecimento sobre as coisas estranhas que fez.
Às vezes, tenho até vergonha de dizer como fiquei sabendo de algumas coisas, e pula a parte mais inverossímel da história. Estou na capital da Tailândia, e uma sueca pede para se sentar na minha mesa no único café que encarei na cidade. Ela pede um prato exótico (um ensopado de ouriço do mar) e começa a falar.
Descobri detalhes sobre a primeira vez que uma amiga brasileira havia feito sexo oral num homem: seu desconforto, sua dificuldade de falar, sua preocupação com a próxima vez. Como achou graça ao contar a história a uma amiga.
Essa amiga era a Eunice.
Escrito por Amigo da Eunice às 17h08
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